Em tempos de supervalorização da tecnologia digital, com exposição sem limites dos jovens na internet ou mesmo com as relações pessoas sendo prejudicadas pelo uso excessivo de aplicativos de celulares, a Igreja Católica passou a repensar sua atuação.
Os debates sobre “A comunicação na Arquidiocese de São Luís à luz do Diretório de Comunicação” foram conduzidos pela consultora Rosane Borges, que é doutora em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP) e membro da equipe que elaborou o Diretório de Comunicação da Igreja do Brasil, lançado em 2014. Ela destacou como aspecto fundamental da comunicação a necessidade de criar vínculos, desconstruindo a tendência de se dar mais importância aos aparatos técnicos e tecnológicos do que às relações humanas.
“Sem vínculo não há comunicação. Precisamos imaginar, por exemplo, até que ponto o que digo é interessante para o outro”, frisou a consultora, ao comentar as iniciativas de comunicação das paróquias ou mesmo a postura dos padres nas homilias das missas. “Se ele não convence na homilia, deixa de ser um instrumento de comunicação e o fiel não volta”, ressaltou.
Parte dos problemas de comunicação que a Igreja enfrenta, na opinião de Rosane Borges, deve-se à resistência inicial à mídia. “A Igreja passou por um déficit histórico-cultural. Quando ela se abriu para comunicação, ainda foi com uma visão parcial e limitada. Mas a Igreja precisa do impulso renovado que vem da comunicação”, afirmou.
Depois dos debates, foram construídos grupos para apresentação de encaminhamentos ao planejamento de comunicação arquidiocesano. O encontro de comunicadores foi encerrado com uma santa missa, celebrada pelo padre Gutemberg Feitosa.
Comunicação na arquidiocese
O I Encontro de Comunicadores Arquidiocesano foi organizado pela Comissão para a Comunicação da arquidiocese de São Luís, que passou a ter nova coordenação em 2014. Quando os novos coordenadores assumiram, foi feito um levantamento junto ao clero e apenas 19 paróquias da arquidiocese possuíam trabalhos de comunicação. Depois de quase um ano de articulação e reunião em todas as foranias, esse número cresceu para 24 grupos entre pastorais, ministérios e secretarias de comunicação. “Nosso trabalho é articular e animar esses grupos de comunicação. O desafio agora é integrar as ações na arquidiocese e manter uma unidade”, destacou o coordenador da Comissão para a Comunicação, Ricardo Alvarenga.
Com informações da arquidiocese de São Luís
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